sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Sinto calafrios quando leio sobre algumas supostas aparições marianas no Brasil.

Sinto calafrios quando leio sobre algumas supostas aparições marianas no Brasil.

Sinto calafrios quando leio sobre algumas supostas aparições marianas no Brasil. Não vou dizer quais são as que me dão calafrios pois não sou dona da verdade e não conheço de perto para julgar, mas meu “detector de seitas” sempre acende no vermelho quando leio sobre algumas mensagens e seus grupos.

Li outro dia que o demônio também se falsifica como Nossa Senhora para atrair os filhos de Deus para suas mentiras e provocar grandes chagas em suas Almas. O demônio divide e separa, ilude e mistifica, usa linguajares rebuscados para seduzir os que se acham mais evoluídos, o demônio instiga nesses falsos videntes a vaidade e a desobediência aos ensinamentos da Igreja.

O demônio ODEIA a EUCARISTIA, a Santa Missa, todos os Sacramentos. O demônio é real – infelizmente – e está trabalhando muito astutamente em alguns grupos provocando falsas aparições marianas e falsas mensagens.


Achei uma homilia de um Padre que nos fala sobre A armadilha das falsas aparições, veja o texto:

…. Creio que seja evidente, para todos que possuem olhos para ver e ouvidos para ouvir, a crise de fé e de moral em que nos encontramos. Essa crise de fé não é só o abandono de uma ou mais verdades de fé, mas é também o desconhecimento do que é a virtude teologal da fé.
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A fé, como já dissemos em outra oportunidade, é a adesão da inteligência às verdades reveladas por Deus, em virtude da autoridade divina que não pode se enganar nem nos enganar.
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O abandono da verdadeira noção de fé tem levado muitos católicos a um erro contra a fé que é a excessiva credulidade em revelações privadas.
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A excessiva credulidade consiste em aderir com demasiada facilidade e sem fundamento suficiente a manifestações, profecias ou mensagens de alguém que diz ser favorecido por aparições e revelações privadas.
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Infelizmente, no Brasil e também no mundo, essas aparições e a crença das pessoas nelas têm se espalhado muitíssimo, com grande prejuízo para as almas.

Antes de tudo, é preciso dizer que toda a verdade necessária para a nossa salvação foi revelada por Nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito Santo aos Apóstolos.
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A Revelação Pública, quer dizer, aquela em que todos somos obrigados a crer para nos salvar, se encerra com a morte de São João Evangelista, o último apóstolo a morrer.
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Não há nada que a Igreja ensine como divinamente revelado que já não esteja contido nesse depósito confiado aos apóstolos. Nós temos a obrigação de crer na Revelação feita aos apóstolos e transmitida, defendida, explicada até nossos dias pela Santa Igreja Católica, fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo.
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Quanto às revelações privadas, feitas a uma pessoa ou a um grupo de pessoas, elas não são necessárias para a nossa salvação e não temos nenhuma obrigação de acreditar nelas.
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É preciso, porém, distinguir entre as aparições aprovadas pela autoridade hierárquica da Igreja e as que não são aprovadas. Quanto às aparições que sã oaprovadas pela Igreja, como, por exemplo, Lourdes, Fátima, Nosso Senhora das Graças, Nossa Senhora de Guadalupe, seria muito orgulho e temerário rechaçá-las.
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A Igreja as examinou com rigor, a fim de estabelecer a sobrenaturalidade dos acontecimentos. Ela constatou que não há nada que se opõe à fé ou à moral.
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As aparições devidamente aprovadas pela autoridade hierárquica da Igreja não pertencem ao depósito da fé, mas devem ser consideradas com seriedade e respeito, em particular seguindo os conselhos dados por Nossa Senhora, que são, evidentemente, para o nosso bem espiritual.
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Outro é o caso das aparições que não são devidamente aprovadas.
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Seguir uma aparição que não foi devidamente julgada pela Igreja segundo os critérios tradicionais, pode representar
 um perigo para a alma. Esse exame rigoroso cabe ao Bispo e à Santa Sé. Não cabe a nós dizer se uma aparição é verdadeira. Não temos elementos para julgar.
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Por outro lado, não é tão difícil reconhecer uma aparição falsa.
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O primeiro critério para julgar uma aparição diz respeito à pessoa favorecida pela aparição.
 Deus poderia aparecer e fazer uma revelação privada a um pecador, sem dúvida. Todavia, quase sempre uma verdadeira aparição se faz a alguém que não somente é fervoroso, mas que já se encontra muito avançado no caminho da perfeição. E isso condiz com a sabedoria divina.
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Alguém que fosse favorecido por uma revelação, sendo ainda imperfeito espiritualmente, ficaria, muito provavelmente, cheio de si e orgulhoso. Ao contrário, uma verdadeira revelação favorece a santidade e, portanto, a humildade.
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Além disso, a Igreja considera as qualidades da pessoa favorecida. A Igreja considera as qualidades naturais quanto ao temperamento, quanto à sua saúde mental, a fim de saber se a pessoa não tem propensão a alucinações, à autossugestão e coisas do gênero.
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A Igreja considera também a sinceridade da pessoa, para saber se ela não tem tendência em aumentar a verdade ou simplesmente inventar fatos.
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A Igreja considera igualmente as qualidades sobrenaturais. É uma pessoa de virtude sólida ou não? Sua humildade é profunda ou ela gosta de aparecer e de contar aos outros os favores que recebeu? Ela segue os conselhos da autoridade eclesiástica com docilidade ou age por conta própria?
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A Igreja considera também os frutos da aparição. Houve melhoria nas virtudes, nos costumes daqueles favorecidos pelas aparições e mensagens? Todos esses fatores permitirão um juízo correto da aparição.
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O critério mais importante, todavia, para julgar uma aparição, é o acordo ou o desacordo com a doutrina e moral católicas. Se a doutrina ou moral católicas são contrariadas, não há a menor dúvida: a aparição é falsa. Se a doutrina católica não é contrariada, é preciso analisar os outros aspectos.
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É indispensável a aprovação da autoridade competente feita depois de exame segundo os critérios tradicionais, pois uma aparição que não foi aprovada pode ser obra humana, mas pode também ser obra do demônio.
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E, normalmente, quem deseja ser favorecido por graças extraordinárias, como o são as aparições, termina tendo aparições, mas que não encontram sua origem em Deus.
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São notórias aparições do demônio sob a aparência de Nosso Senhor ou de Santos. Isso ocorreu algumas vezes com o Padre Pio, por exemplo. É também notório que o demônio faz prodígios e fenômenos extraordinários – que não são em nenhuma hipótese milagres – para tentar legitimar falsas aparições.
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Hoje, temos várias aparições por todo o Brasil e no mundo que não possuem aprovação eclesiástica e muitas – praticamente todas – não terão jamais, pois se opõem à doutrina católica. O problema é que muitos têm seguido essas aparições e mensagens, com prejuízo para as suas almas.

Muitas dessas aparições são apocalípticas, condenando aqueles que não acreditam nelas. Isso é mau sinal, muito mau sinal. Acabamos de dizer que não é necessário crer em aparições privadas para se salvar. Por que nos condenaríamos se não acreditamos em aparições que nem aprovação eclesiástica possuem?
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Quanto ao fim dos tempos, nós não sabemos nem o dia nem a hora. Teremos, porém, sinais que nos permitirão reconhecer que ele está próximo: a conversão dos judeus, a apostasia, certos desastres, etc.
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Ainda assim, não saberemos o quanto o final dos tempos estará próximo. Não creio que sejam necessárias aparições que prevejam o fim iminente do mundo e não creio que isso esteja de acordo com a doutrina católica.
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Além disso, essas aparições contêm em si, muitas vezes, uma oposição à análise da hierarquia ou afirmam que não se deve confiar no juízo da hierarquia.
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Ora, uma verdadeira aparição nunca pode se opor ao juízo da hierarquia, pois isso seria uma contradição em Deus, que estabeleceu a hierarquia, mas ao mesmo tempo pediria para que não se submetesse a ela.
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Ao contrário, a completa submissão à hierarquia estabelecida por Cristo é indispensável em uma verdadeira aparição. Nossa Senhora mostra isso claramente em Lourdes. É somente depois da proclamação do dogma da Imaculada Conceição que ela aparece dizendo ser a Imaculada Conceição.
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Ela não o faz antes, a fim de não tomar o lugar do Magistério da Igreja. A docilidade ao exame da autoridade competente está completamente ausente nessas aparições, em que os supostamente favorecidos querem justamente aparecer como favorecidos por Deus e Nossa Senhora, como filhos prediletos deles.
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Convém também destacar que algumas dessas aparições têm um caráter mais sério no que toca à liturgia ou no que toca à castidade e à modéstia, por exemplo. Mas isso é simplesmente para enganar os incautos. O demônio, ao perceber que muitos buscam maior seriedade nesses pontos, lhes concede isso, mas os desviam por meio de supostas aparições, sejam elas pura invenção humana, sejam elas obras suas.
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(...)

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Essa moda aparicionista e essa credulidade excessiva têm sua origem em uma falsa noção de fé, na falta de fé sólida.

Vejamos o que diz São João da Cruz. O Santo diz que o desejo de revelações tira a pureza da fé, desenvolve uma curiosidade perigosa que é fonte de ilusões e que confunde o espírito com imaginações vãs.
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Continua o Santo dizendo que esse desejo de revelações denota, com frequência, falta de humildade e falta de submissão a Nosso Senhor, que, por meio da revelação pública, feita aos apóstolos, já nos deu tudo o que precisamos para chegar ao céu.
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Não devemos basear nossa vida espiritual em aparições não aprovadas. Isso é contra a fé, é o erro da credulidade excessiva. Não caiam na armadilha dessas aparições e se já seguem alguma, deixem-na.
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No lugar de buscá-las, devemos procurar conhecer melhor aquelas que são plenamente aprovadas (Fátima, Lourdes, etc) e conhecer cada vez melhor nossa fé, estudando o catecismo e a doutrina católica e colocando-a em prática.

Fonte: Extrato de missatridentinaembrasilia.org/2013/01/23/

Pode parecer contraditório que um site como Ave Luz, que publica diversas aparições marianas no mundo, veja com seriedade o texto acima; mas não há contradição e sim uma advertência para muitos para que usem sempre o discernimento antes de aceitar como verdadeira uma mensagem dada por algum novo vidente – ou videntes – de Nossa Senhora e evitem endeusar esses videntes acreditando que eles são mais privilegiados do que vocês.

Acredito mesmo que Nossa Senhora e Nosso Senhor falam nos corações de todos os seus Filhos e Filhas, e desejam ser ouvidos. Todos nós, amados de Deus, somos privilegiados e podemos ter acesso ao Reino de Deus sem precisar ir em busca de mensagens que outros afirmam estar recebendo.

Infelizmente falsos profetas sempre existirão, Jesus nos advertiu sobre eles...

Peça a Nossa Senhora que o proteja dessas falsas aparições!

Termino com citações bíblicas sobre Falsos Cristos:


Muitos me dirão naquele dia: 'Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?' Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal!

Mateus 7,22-23

Se, então, alguém disser: 'Vejam, aqui está o Cristo!' ou: 'Ali está ele!', não acreditem. Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos. Vejam que eu os avisei antecipadamente. "Assim, se alguém disser: 'Ele está lá, no deserto!', não saiam; ou: 'Ali está ele, dentro da casa!', não acreditem.

Mateus 24,23-26

Jesus respondeu: "Cuidado, que ninguém os engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: 'Eu sou o Cristo!' e enganarão a muitos.

Mateus 24,4-5

Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo-se apóstolos de Cristo. Isso não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz. Portanto, não é surpresa que os seus servos finjam ser servos da justiça. O fim deles será o que as suas ações merecem.

2 Coríntios 11,13-15

Mas temo que, como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim se corrompam os vossos pensamentos e se apartem da sinceridade para com Cristo.

Porque quando aparece alguém pregando-vos outro Jesus, diferente daquele que vos temos pregado, ou se trata de receber outro espírito, diferente do que haveis recebido, ou outro evangelho, diverso do que haveis abraçado, de boa mente o aceitais.

2 Corintios 11, 3-4

Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, chegando até a assentar-se no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus.

2 Tessalonicenses 2,3-4

A Mensagem da Virgem em Lourdes

A Mensagem que a Santíssima Virgem deu em Lourdes, pode ser resumida nos seguintes pontos:

1.- É um agradecimento do céu pela definição do dogma da Imaculada Conceição, que tinha sido declarado quatro anos antes por Pio IX (1854), ao mesmo tempo que assim apresenta Ela mesma como Mãe e modelo de pureza para o mundo que está necessitado desta virtude.

2.- Derramou inumeráveis graças físicas e espirituais, para que nos convertamos a Cristo em sua Igreja.

3.- É uma exaltação às virtudes da pobreza e humildade aceitas cristanamente, ao escolher a Bernadete como instrumento de sua mensagem.

4.- Uma mensagem importantíssima em Lourdes é o da Cruz. A Santíssima Virgem repete que o importante é ser feliz na outra vida, embora para isso seja preciso aceitar a cruz. "Eu também te prometo fazer-te ditosa, não neste mundo, mas no outro"

5.- Em todas as aparições veio com seu Rosário: A importância de rezá-lo.

6.- Importância da oraçao, da penitência e humildade (beijando o solo como sinal disso); também, uma mensagem de misericórdia infinita para os pecadores e do cuidado com os doentes.
7.- Importância da conversão e a confiança em Deus.










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